A dor crônica é uma realidade para milhões de pessoas no mundo e pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Como Profissionais de Educação Física, temos um papel essencial no manejo dessa condição, ajudando a reduzir os sintomas e promovendo mais autonomia e bem-estar.
Neste texto, quero compartilhar com você informações essenciais sobre o treinamento em alunos com dor crônica e como posso auxiliar na sua atuação profissional.
Entendendo a dor crônica
Diferente da dor aguda, que tem uma função de alerta para lesões e desaparece com o tempo, a dor crônica persiste por semanas, meses ou até anos.
Suas causas são multifatoriais, envolvendo mecanismos nociceptivos (dano tecidual direto), neuropáticos (lesão ou disfunção do sistema nervoso) e nociplásticos (alteração no processamento central da dor sem evidência clara de lesão), frequentemente associados a fatores psicossociais como estresse, ansiedade, depressão e catastrofização da dor.
Na origem musculoesquelética, destacam-se fatores como traumas, lesões por eforços repetitivos, processos degenerativos (osteoartrite), alterações biomecânicas, excesso de peso, sedentarismo, predisposição genética e, em muitos casos, sensibilização central, onde o sistema nervoso se torna hiperresponsivo a estímulos normalmente não dolorosos.
Essa condição não afeta apenas o corpo, mas também o aspecto emocional e social da pessoa, levando a limitações na rotina e, em alguns casos, a quadros de ansiedade e depressão.
O exercício físico é uma das principais ferramentas para a reabilitação e melhoria da qualidade de vida desses pacientes. E é aqui que entramos!
O papel do Profissional de Educação Física no manejo da dor crônica
Como Profissionais de Educação Física, temos a capacidade de criar programas de exercícios que respeitem as limitações e necessidades individuais de cada paciente. Afinal, treinar alguém que convive com dor crônica requer um olhar cuidadoso e embasado na ciência, garantindo que o movimento seja um aliado e não um fator agravante da dor.
Nosso papel é ajudar os pacientes a retomarem a confiança no corpo, melhorando a função física, a força e reduzindo os escapes de dor de forma progressiva e segura. Para isso, é fundamental considerar não apenas o diagnóstico médico, mas também o relato do paciente, suas experiências com a dor e suas expectativas em relação ao treinamento.
Estratégias de treinamento eficazes
Quando pensamos em exercício para quem tem dor crônica, é importante lembrar que não existe uma solução única, pois cada pessoa responderá de maneira diferente aos estímulos, por isso a individualização do treino é essencial.
Algumas estratégias eficazes para um melhor efeito analgésico:
- Intensidade: leve a moderada (40-60% FCmáx)
- Frequência: 2-3 vezes por semana
- Duração: programas de no mínimo 7-15 semanas
- Volume: 60-120 minutos por semana
- Dor durante exercício: até 2/10 é seguro, até 5/10 é aceitável
O mais importante é respeitar os limites do aluno e garantir que ele se sinta seguro ao longo do processo. Pequenas vitórias, como conseguir realizar um movimento sem dor ou aumentar a tolerância ao exercício, são avanços que devem ser valorizados.
Melhore ainda mais o seu atendimento a alunos com dor crônica
Se você quer aprimorar sua atuação e se tornar um profissional mais preparado para atender pacientes com dor crônica, estou aqui para te ajudar!
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Meu compromisso é compartilhar conhecimento baseado em evidência científica e experiência prática, ajudando você a desenvolver um olhar mais apurado para o movimento e a dor. Vamos juntos transformar a maneira como a Educação Física atua nesse campo tão importante!
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